quinta-feira, 23 de julho de 2009

Um Ponto Final.

Mais uma vez ele fumava um cigarro pensando em seus problemas, mas já estava cansado dessa tortura que se chama vida, pensava em como resolver tudo, parou no parapeito da janela e viu uma solução.

Começou a lembrar da família e dos amigos, das garotas de sua vida, de tudo que havia conquistado até ali.

Quando uma lagrima escorreu ficou em duvida se realmente valia a pena...

A duvida era se não acabasse com tudo ele não teria os mesmos problemas, talvez até problemas maiores, seu coração já não agüentava mais a dor de sempre perder aquilo que lhe fazia bem, suas garotas nunca duravam mais do que algumas noites, seus amigos não conseguiam ficar por perto muito tempo, sua vida desregrada afugentava quem tentasse chegar perto.

Serviu-se pela ultima vez de uma dose de Bourbon, e andou pelo apartamento, como se estivesse dando adeus, o telefone tocou, não quis atender, apenas tirou do gancho e nem viu quem era.

As preocupações só aumentam, a dor cresce em seu coração, não consegue controlar a tristeza, sentia que o fim chegava.

Encontrou um velho álbum de fotografias, viu sua juventude e lembrou o quanto era feliz, suas viagens, festas e saídas com amigos todas ali, registradas em fotografias antigas, de um tempo que ele não esquece e que se pudesse faria tudo de novo, mas infelizmente não há segunda chance pra reviver o que passou, mais uma vez chorou.

Acendeu outro cigarro e sentiu seu sabor como nunca havia feito antes, ficou mais triste ao lembrar das noites que passava em claro fumando e conversando com amigos na juventude, lembrou que tentou parar de fumar várias vezes, nunca conseguiu, porque o cigarro era seu fiel companheiro em todos os momentos.

Andou novamente até o parapeito e ficou observando o movimento na rua, parecia que esperava o melhor momento pra acabar com tudo, ficou por cerca de meia hora pensando em tudo que poderia acontecer se não acabasse ali, as duvidas acabaram no momento que teve certeza que teria mais sofrimento ficando vivo.

Era quase onze da noite de um sábado quando um corpo caiu da janela do vigésimo andar de um prédio no centro de Curitiba.

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